O que as Crianças Podem Fazer este Verão? – ep. 106 do Sociedade Civil na RTP2

O que as Crianças Podem Fazer este Verão? – ep. 106 do Sociedade Civil na RTP2

Perdeu a emissão do Sociedade Civil?

Clique aqui para ver a transmissão completa do episódio que inclui a nossa participação, ou leia abaixo o resumo da conversa.

No programa Sociedade Civil da RTP2 de 1 de Junho 2020, numa emissão especial dedicada às crianças, juntámo-nos aos simpáticos convidados do Luís Castro e sua equipa para dar sugestões seguras e divertidas sobre “O que as crianças podem fazer este verão?”.

Neste episódio do programa Sociedade Civil celebrou-se “o Dia da Criança dando ideias e conselhos para que os mais pequenos vivam este verão em segurança”, reunindo “especialistas de saúde, segurança e de atividades culturais e educativas”.

O programa não podia ter começado de forma mais segura, com a  Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), apadrinhada pelo Nuno Markl e Ana Galvão, que até uma pausa fizeram na comédia para comunicar um assunto sério: piscinas, poços e tanques são 3 locais de elevado risco de afogamento, nos quais os adultos devem ter um especial cuidado, para evitar situações perigosas e para manter as suas crianças seguras.

A Sandra reforça que é nos ambientes construídos e com as crianças mais pequenas que acontecem este tipo de acidentes. Com as crianças mais velhas, as ocorrências são mais frequentes nas barragens e nos rios, sendo mais raras no mar.

O Luís Castro aposta que as famílias vão passar mais férias no Interior este ano.

A Sandra concorda e sublinha que as crianças irão visitar ambientes que lhes são estranhos e desconhecidos e que o primeiro passo é fazer um reconhecimento da periferia do local onde vão passar uns dias. Refere a Sandra que é aos adultos que cabe fazer esta avaliação, identificando os locais de risco, e.g. poços, rios ou barragens. No entanto, motiva para que se incluam as crianças nesta avaliação e preparação prévia, adaptando as regras à idade das crianças, e.g. quando pode tomar banho?, em que condições?, com a companhia de quem? E preparar também as crianças mais velhas para adquirir estas competências de avaliação do risco. Por exemplo, a identificação dos locais onde é permitido ir a banhos, os locais que têm vigilância, etc.

Também o pediatra Paulo Oom recomendou cuidados básicos para um verão que não seja muito diferente dos habituais verões.

Algumas medidas de excepção que sublinhou foram:
 

  1. limitar o número de pessoas com as quais a criança vai contactar;
  2. evitar grandes ajuntamentos de pessoas;

Evitando alarmismos, o pediatra recomenda que a criança conviva com os familiares e com os amigos habituais, desde que não estejam doentes.

Nas crianças mais pequeninas, até aos 2, 3 ou 4 anos, o Paulo denota que é muito difícil promover o distanciamento físico ou o uso de máscara, que são medidas que os adultos conseguem fazer facilmente. Por isso, é melhor partir do princípio que essas medidas não vão acontecer.

À pergunta do Luís Castro “A partir de que idade é que as crianças devem usar máscara?“, Paulo Oom esclarece: “a máscara é usada para protecção dos outros, ou seja, a máscara não é usada para a criança se proteger a si própria”. O pediatra conclui que a máscara não deve dar aos pais uma sensação de falsa segurança, de que como o filho ou filha tem máscara por isso não se vai contagiar; não, “o meu filho tem máscara e portanto se estiver contagiado, não vai contagiar os outros”. Assim, a máscara pode ser usada em qualquer idade, desde crianças com menos 1 ano, depende um pouco da personalidade de cada criança, pois o uso da máscara exige alguma concentração, e “as crianças são crianças”.

As recomendações gerais do pediatra Paulo Oom para um verão em segurança são muito simples:

  1. promover actividades ao ar livre, mais do que actividades dentro de casa, e
  2. promover que o grupo de crianças com quem a crianças contacta seja o grupo habitual dos seus familiares ou dos seus amigos em número inferior a 10 (ou seja, um número mais restrito).

Além do já referido risco de afogamento, tanto da comprida costa portuguesa como nas praias fluviais, que pode provocar mortes ou sequelas graves, e que nunca é de menosprezar, o Paulo chamou à atenção para os cuidados com a exposição ao sol, a evitar entre as 11h e as 16h, para a hidratação (de preferência com água), e para os acidentes (e.g. andar de bicicleta sim mas com um capacete adequado ao tamanho da criança, para prevenir o risco de traumatismo craniano).

É muito importante os pais darem o exemplo, remata o pediatra: “a criança aprende muito mais por aquilo que vê do que por aquilo que lhe é dito”.

A Sandra concordou, que “é muito importante que a criança tenha oportunidade de brincar ao ar livre o mais possível”. Brincar ao ar livre está a fazer muita falta às nossas crianças, defende, o mais perto da Natureza possível e afastadas do trânsito. E o Luís relembrou a importância de não ter crianças à solta no carro durante as viagens mas sim protegidas pelo cinto de segurança na respectiva cadeirinha.

Esta emissão especial ainda deu para um mergulho no Oceanário, cheio de programas para férias divertidas, onde as crianças podem conhecer desde os tubarões, aos pinguins, às lontras e ao carismático peixe-lua, guiados pela Teresa Pina. A responsável pelo departamento de Educação referiu que o Ocenário oferece uma experiência do oceano em segurança.

Na nossa intervenção deixámos algumas sugestões para as famílias, nomeadamente o nosso atelier de sementeira, muito popular nas visitas de escolas ou instituições com crianças, e que rivaliza com a actividade “agricultor biológico por uma hora“, que é geralmente aliado à promoção da consciência ambiental e da reciclagem. Também falámos da importância da preservação do solo, dos alimentos biológicos e dos novos cursos bio online.

Como o tempo foi curto e muito haveria para conversar sobre outras sugestões, deixamos aqui 10 sugestões sobre o que fazer com as crianças este verão e que pode consultar aqui.

Como constatou o Luís, toda a gente sabe onde fica o Oceanário, e do Oceanário à Quinta Pedagógica da Caria são cerca de 60 km e menos de 50 minutos pela auto-estrada A8. Por isso, aqui fica o desafio: na próxima visita ao Oceanário, planeie uma manhã no Oceanário e uma tarde na Quinta Pedagógica da Caria, ou vice-versa. A boa noite de sono das crianças nesse dia, fica por nossa conta! Combinado, Oceanário de Lisboa?

O programa continuou com os monumentos que se podem visitar em Sintra, entre outros encantos, guiado por José Lino Ramos da Parques de Sintra – Monte da Lua, que recomendou rebolar pelos relvados de Seteais e de Monserrate. Com a segurança na ordem do dia, o administrador tranquilizou os visitantes com o selo “Clean & Safe” do Turismo de Portugal, e diz que os 80 hectares do Parque da Pena dão para tudo, e mais alguma coisa. A carta de condução de burro que se tira em Sintra foi uma agradável surpresa (vamos averiguar se podemos abrir também aqui uma escola de condução de burros, já que parece haver falta de condutores habilitados no país… 🙂 ).

Miguel Freitas do Campo Jovem convida crianças e jovens a fazer actividades radicais e sobretudo a socializar à moda antiga durante uns dias, isto é, sem recursos a tecnologias. A excepção é a meia hora por dia para telefonar aos pais. A forte componente pedagógica do programa dura 7 ou 15 dias em Tomar, no centro do país, e permite aos pais umas pequenas férias dos filhos. O campo de férias é para crianças e jovens dos 6 aos 18 anos.

Avisa o Miguel que no Campo Jovem não existe muita rede de internet…

mas que as crianças e jovens mesmo assim sobrevivem! 😉 Se os seus filhos ainda não arrumam os quartos nem põem a mesa, fale com o Miguel 😉 que garante que no Campo Jovem eles fazem tudo isto e sem nenhum esforço.

Da Junta de Freguesia do Parque das Nações juntou-se à emissão o autarca Mário Patrício, presidente da junta, que recomendou a zona ribeirinha de 5 km, que tem o Parque Tejo pelo meio, com muitos jardins e espaço público para desfrutar por miúdos e graúdos. Para apoio às famílias, a junta está a preparar um programa de férias que inclui a bicicleta como veículo de mobilidade, sendo que a junta de freguesia está a preparar disponibilizar bicicletas para quem não as tenha.

Com tantas opções, Luís Castro termina a emissão com chave de ouro: “Ideias não faltam. Saia de casa, leve os miúdos, aproveite a oferta cultural e o ar livre, sempre com os cuidados recomendados! Fique bem.”

P.S. Se quiser agendar uma visita guiada em família aqui na quinta, contacte-nos com antecedência para avaliar a disponibilidade de data e de horário, através do formulário na nossa página de contactos. Para mais informações sobre os próximos cursos bio online ou a subscrição de cabazes biológicos ao domicílio, saiba mais aqui.

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Edite - Quinta Pedagógica da Caria

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Olá, sou a Edite! Decidi voltar à terra e conjugar experiências profissionais em educação, turismo, serviços e eventos, para abraçar a ideia de implementar um espaço amigo das pessoas e do ambiente.